Planet MSX Brasil

March 10, 2010

Daniel Caetano

Desapego e Iluminacao

Uma das coisas que mais me impressionam é a frequente associação entre o desapego e a iluminação. Não estou escrevendo aqui, obviamente, para negar a possível relação, pelo contrário. Na verdade eu me dei conta que este conceito, embora certamente não universal, parece permear a vasta maioria das culturas, sejam elas ocidentais ou orientais.

Talvez as coisas ocorram desta forma pela possível inevitabilidade da morte, uma situação em que, aparentemente, nós "vamos" e tudo que temos de "físico" fica para trás; assim, para que a paz nos tome, é necessário que tenhamos nos desapegado desta vida para que possamos partir para uma próxima etapa. A decorrência disso seria que quanto maior o desapego em vida, mais simples a transição trazida pela morte.

Não tão curiosamente, muitas instituições usam o princípio do desapego, associado ao princípio discutível do merecimento, para o controle das massas, que vivem em situações precárias diante e uma pequena elite que possui tudo do bom e do melhor. Cria-se uma espécie de droga calmante para convencer todo um povo explorado de que, por estarem privados daquilo que poderiam (ou até mesmo deveriam) desfrutar, eles estão em uma posição mais elevada perante a justiça suprema do universo, seja ela qual for.

 

É claro que isso não é universal. De cara me vem em mente a cultura religiosa do Egito antigo, em que se preservava até mesmo o corpo do faraó, pois ele um dia voltaria. Esse tipo de preservação pode ser um símbolo de que o desapego não era valorizado naquela cultura. Certamente, por se tratar de uma sociedade escravocrata, mantinham um controle diferenciado de suas massas.

 

Entretanto, eu acredito que a Iluminação advenha não do exercício do desapego físico1, mas do exercício do desapego de idéias, de concepções. O desapego material seria apenas uma decorrência.

A forma do desapego permitir a iluminação2, neste contexto, seria a compreensão de que, talvez, a realidade seja muito mais complexa do que podemos apreender. Desta maneira, a iluminação é justamente o processo pelo qual passamos a ver e nos conscientizar de que não há apenas uma verdade, não há caminhos únicos, não há apenas um certo e apenas um errado.

 

  

Onde está a dificuldade nisso?

 

Bem, a começar do fato que somos apegados por natureza3, o desapego exige aprendizado. Entretanto, a maneira com que compomos a nossa personalidade, a forma com que criamos o nosso mapa mental, acaba por cristalizar muitos conceitos que, a partir de certo ponto, tornam-se, para nós, quase indiscutíveis ou imutáveis.

Este processo, que costumo chamar de "ficar velho", enrijece nossas estruturas de aprendizado e dificulta a absorção de novos fatos. Temos tantas teorias prontas que passamos, muitas vezes, a rejeitar fatos porque não se encaixam em nossas teorias e conceitos, que nos trazem tanto conforto.

Alguns podem dizer: "Ah, eu não sou assim. Eu vivo na emoção, não penso muito, eu sinto e faço", mas até isso é resultado de uma estrutura consolidada que, por uma razão ou outra, traz conforto àquele indivíduo, isto é, ele acredita que esta é a forma correta de agir e isso faz com que ele tenha uma certeza absoluta sobre suas atitudes. Entretanto, ele tem tanta dificuldade em aceitar qualquer tipo de fato que desabone sua postura quanto o indivíduo que é, no conceito popular, todo regrado e metódico.

No fundo, temo que a idade e o excesso de "coisas que já sabemos" nos tornem cada vez mais obsessivos e compulsivos para cada vez mais agir sempre da mesma forma, e nos tornamos "velhos cheios de manias".

 

Para mim, ceder a essa "pressão do tempo" é permitir que os anos nos apaguem. É importante sermos críticos, pois o mundo está cheio de informações duvidosas, mas é importante ter em mente que nossa crítica é baseada em um mapa mental que pode estar bastante equivocado! É preciso examinar os fatos através de diversas perspectivas, vez ou outra deixando de lado todas aquelas coisas profundamente arraigadas em nosso jeito de ser e de pensar.

O excesso de "certezas" acaba com as chances de que o mundo ou as pessoas nos surpreendam, ao menos da forma positiva. Com certezas demais, as eventuais surpresas se tornam aborrecimentos, pois foram fatos que não seguiram a lógica das certezas. Só somos capazes de nos surpreender enquanto ainda aceitamos que podemos estar equivocados.

 

Sei que é desafiante preservar a capacidade de se surpreender com o mundo, mas talvez seja esse o caminho.

Ser iluminado, no fim das contas, não significa saber tudo.

Ser iluminado significa estar aberto para tudo4.

 

(1) Até porque eu não acredito que o mundo seja, de fato, "material", como se costuma dizer.

(2) Note: permitir a iluminação e não trazer a iluminação. Tem uma diferença bem grande aí.

(3) Observem uma criança muito pequena com sua mãe.

(4) Nada disso significa que não se deve ser crítico; ser crítico não é ruim, ruim é não saber reconhecer quando se torna necessário mudar os próprios conceitos.

by Daniel Caetano at March 10, 2010 11:23 PM

March 09, 2010

Alexandre Souza

Post sem titulo, mas com conteudo

Por um lado, provavelmente nunca farei algo que seja grandioso, apreciado pelas pessoas e ovacionado pelas massas.

Por outro lado, nao apenas o sustento, mas um provavel conforto.

Na vida nao da pra se ter tudo...Muitos lugares e pessoas se vao, mas o show tem que continuar.

Feliz ou triste? A dualidade da mudança...

by Alexandre Souza - PU1BZZ (noreply@blogger.com) at March 09, 2010 02:00 AM

March 07, 2010

Daniel Caetano

Um Retrato da Depressao

Uma querida conhecida está passando por uma situação muito difícil e, em uma longa conversa com ela, eu tive oportunidade de relembrar um dos momentos mais difíceis da minha vida. Não sei quantos de vocês que me leem já passaram pela incomensuravelmente dolorosa experiência da depressão, mas espero que bem poucos de vocês tenham passado por isso... ou venham a passar.

Não é uma lembrança que me traga qualquer tipo de sensação ruim; em parte, até pelo contrário. Por quase dois anos eu travei uma luta infinita com a depressão e, sozinho, quase perdi a batalha para sempre. Tinha muito a agradecer ao médico que me ajudou a curá-la, não tivesse ele feito o que fez com meu pai, eximindo-se da responsabilidade de tratá-lo quando surgiram os primeiros sinais do diagnóstico de câncer.

Mas... defeitos todos temos. A contribuição dele para minha vida, porém, foi digna de nota e, assim, há gratidão. Se são as pessoas especiais que nos ensinam como viver, ele foi uma delas. Houve uma pessoa em minha vida que me mostrou um caminho para a mente, o corpo e a alma. E ele me mostrou que as coisas tinham de ser ainda um pouco diferentes do que eu havia imaginado.

O que aprendi com essas pessoas e com a experiência - isto é, quebrando a cara - é que a nossa vida é como um rio. Ainda que algumas pessoas pensem que o rio não tem um propósito específico, na verdade ele tem o propósito que nós lhe atribuímos. Com a nossa vida é a mesma coisa: nós atribuímos um sentido à ela, seja quando escolhemos nossa profissão, quando escolhemos uma namorada ou esposa, quando escolhemos uma vida de viagens ou enraizada1.

Cada pessoa faz o que bem entende com seu rio. Algumas pessoas escolhem construir uma represa, cultivar animais aquáticos... algumas resolvem até murar seu rio. Há, ainda, pessoas que decidem que seu rio serve para aplacar a sede de outrem. Cada uma dessas escolhas tem suas beneces e seus perigos e não há, em princípio, como falar em "melhor" ou "pior", "certo" ou "errado". Há apenas "diferente".

Hoje falarei sobre as pessoas que decidem que seu rio, sua vida, será uma vida de doação, ou seja, pessoas que colocam o bem-estar alheio acima do próprio, independente de ela conseguir o resultado que deseja - ajudar efetivamente - ou não. Ninguém precisa ser padre/freira ou ter uma entidade beneficente para ter uma vida de doação.

O fato é que essas pessoas possuem uma tendência natural de darem cada simples gota de energia de seu corpo e de sua alma, seja naquilo que fazem, envolvendo pessoas ou não. Essas pessoas se sentem bem com isso, com o fato de proporcionarem bem estar, de ajudarem alguém, ainda que na maioria das vezes não haja reconhecimento algum - o objetivo não é obter reconhecimento, é se sentir parte do processo.

O problema é que todo rio tem uma capacidade máxima para a tomada de água, isto é, existe um limite para a quantidade de água que se pode retirar de um rio sem comprometer sua perenidade, sem comprometer sua vida. Quando um rio é muito exigido, quando é retirada água além de sua capacidade, seu ciclo de vida é alterado, mudanças ocorrem nele e em seu entorno, que levam fatalmente ao esgotamento da capacidade do mesmo, podendo até secar a nascente.

A analogia com os seres humanos é direta. Existe um limite para o quanto podemos "nos doar", ainda que queiramos muito fazer o bem aos outros. Sentir que está fazendo o certo não é garantia da perenidade, assim como matar a sede da criança hoje não significa que será possível repetir o feito amanhã. A nascente pode ter secado até lá, se os cuidados devidos não forem tomados.

Se controlado, um indivíduo pode ter uma vida dedicada àquilo que lhe faz bem. Descontrolado, porém, suas energias se vão, rapidamente, e, no final, ele terá conseguido fazer muito menos do que seria possível se tivesse mantido o controle. Isso não é fácil de ver; é comum que o limite seja transgredido e, com o tempo, as alterações no ambiente começam a ser notadas. As alterações causam um ciclo vicioso que empurram a nascente ainda mais rapidamente para sua extinção. E isso acontece conosco também. A exaustão emocional pode causar o estado conhecido como depressão, que é um ciclo vicioso do qual é muito, muito difícil sair.

Erroneamente, no meu entender, muitos descrevem a depressão como uma tristeza profunda. Eu não a descreveria assim. A tristeza profunda existe, mas ela é apenas uma consequência: a depressão é como se o inferno se instalasse em sua alma. Você se torna parte do inferno e o sofrimento é incomensurável. Aquilo que seria besteira em qualquer outra situação se torna uma tábua de mármore fervente na qual você precisa se deitar. E, apesar disso, você não consegue ver razão para não fazê-lo. Não é que não parece haver alternativas... é que todas as alternativas parecem igualmente despropositadas e sofridas.

Toda a capacidade de dicernimento sobre o que é uma boa direção para a sua vida... se perde. Todos os caminhos são de chamas e dor, tudo é tristeza e o mundo que você vê reflete isso. Você está isso e o mundo se torna um grande espelho.

Cada pessoa precisa encontrar forças para caminhar; a parte mais difícil é saber, no íntimo, que estamos vivendo em uma "Evil Matrix", que aquilo não é o mundo de verdade e que, apesar de não parecer haver saída, ela existe sim. E o caminho para ela é o caminho que escolhermos se quisermos sair, seja ele qual for, desde que o mantenhamos até o fim. Quando chegarmos bem perto da borda da "bolha" em que estamos vivendo, será possível ver lá fora, e entender do que é feita... e assim ter condições de sair.

O caminho, entretanto, é árido. Cheio de sentimentos de dor e sem referenciais. É como andar por um deserto, após uma duna vem sempre outra duna... e aquilo parece que nunca vai acabar. E se não mantivermos a direção, não vai mesmo! É preciso manter a direção pois só assim, em algum momento, alcançaremos a borda do deserto. Essa é a parte mais difícil, pois o processo pode demorar anos - talvez boa parte da vida - e não há qualquer tipo de indicação de progresso, não há qualquer motivação, nada.

Por essa razão, os medicamentos são uma faca de dois gumes. Por um lado, eles permitem que se tenha uma visão um pouco mais "limpa" do mundo real - no fundo eles agem como filtros para a nossa mente, permitindo que notemos algum progresso e nos mantendo mais animados. Por outro lado, eles podem fazer com que a pessoa se disperse e não veja motivos para parar de vagar pelo deserto, para sempre, caindo num processo de dependência.

Assim como quem quebra uma perna precisa de uma muleta para caminhar, quando a nossa situação emocional é "feia", pode ser que precisemos da medicação. Mas, assim como ninguém quer andar de muleta para sempre, é preciso ter noção clara de que temos de achar nosso caminho para que não precisemos mais de medicamentos2.

É preciso ter esse desejo racional e bem arraigado, porque estes remédios afetam nossa capacidade de avaliação também. Se o efeito depressivo nos faz ver tudo horrível, eles têm uma tendência a nos fazer ver tudo "bom". E isso pode ser ainda mais perigoso, porque a falta de parâmetro continua, mas também podem sumir o instinto de sobrevivência, o amor próprio e, com isso, criar uma situação ainda pior que a original. É preciso muita responsabilidade para receitar tais medicamentos e, ainda mais, para tomá-los.

Eu passei por isso do meio de 2003 até o início de 2005; consumi medicamentos do meio de 2004 até o fim de 2004, quando juntamente com o médico decidi que já tinha forças para continuar adiante mesmo sem ainda ver a luz no fim do tunel. Foi um momento difícil, onde as pessoas de fora não podiam me ajudar e preferia ter podido estar longe delas, para não tê-las machucado.

Apesar de todas estas lembranças difíceis, eu fico feliz de poder olhar para trás e ver que eu superei tudo isso. E serei eternamente grato à força de uma ... [para ver o resto, vá até a página!]

by Daniel Caetano at March 07, 2010 10:39 PM

Alexandre Souza

Como é viver na civilização?

Hoje eu fui a Campinas...
  • O tal do café da Starbucks é MUITO BOM. E nao é apenas o café. É a embalagem inteligente, as canequinhas a venda, o ambiente, o tratamento dos funcionarios, o serviço em geral. Nao é muito barato, mas eu fiquei verdadeiramente encantado. Recomendo!
  • Tomei o tal sorvete da Haagen-Dasz. Era algo que eu queria a muito tempo. 17 reais por um copinho com duas miseras bolinhas de sorvete e cobertura de chocolate. Nada de especial, nao vi nada assim, "que sorvete". Preferia ter pago 7 reais num pote de 2 litros de napolitano. Nao recomendo. 
  • Campinas é uma cidade bacana :D

by Alexandre Souza - PU1BZZ (noreply@blogger.com) at March 07, 2010 07:59 PM

Ricardo Bittencourt (Ricbit)

Mais mágicas com calculadoras

Quando eu era criança, a mágica que eu mais gostava era aquela onde o ilusionista serra a assistente ao meio. Acho que a graça era tentar entender como ele fazia aquilo, levei um tempão para descobrir o truque. Usando uma calculadora também temos um truque parecido, mas ao invés de serrar uma assistente, vamos cortar um número em dois!


Para começar essa mágica, peça para a criança digitar o número mágico 142857 na calculadora:


Agora peça para que ela multiplique esse número por dois:


Olha só! Você cortou o número ao meio e juntou as partes ao contrário, 14-2857 virou 2857-14!

Agora peça para ela digitar novamente o número mágico e multiplicar por três:


Ahá! Novamente você cortou o número ao meio, 1-42857 virou 42857-1.

Você pode continuar a mágica a partir daqui, esse truque funciona com todos os múltiplos até 6:

142857 * 1 = 142857
142857 * 2 = 285714
142857 * 3 = 428571
142857 * 4 = 571428
142857 * 5 = 714285
142857 * 6 = 857142

Aparentemente, a parte díficil desse truque é memorizar o número mágico. Quando você está cercado de crianças barulhentas, não é fácil lembrar 142857! Mas, felizmente, você não precisa decorar o número. É só lembrar que ele é a dizíma periódica de 1/7, e você pode usar a própria calculadora para calcular a dízima:

1/7 = 0.142857142857142857...

A pergunta natural é: tem outras dízimas com essa propriedade, ou o 142857 é especial? Espantosamente, existem sim outros números. Eles tem até nome: são os números cíclicos. Para achar esses outros números, vale a pena entender porque o 1/7 funciona, e para isso é só observar o comportamento da dízima no algoritmo de divisão longa:


Você começa dividindo o número 1, e sempre que o resto é menor que 7, coloca um zero atrás e continua. Note que, quando você divide por 7, só tem sete restos possíveis: 0, 1, 2, 3, 4, 5 e 6. Se o resto for zero em algum momento, a divisão acaba e o resultado é exato. Mas se em algum momento o resto repetir, ou seja, for igual a algum resto que já apareceu antes, então você tem uma dízima.

Os números cíclicos são formados por divisões de período máximo. Como você nunca pode ter um zero de resto, então no caso da dízima de 7, o maior período possível seria seis (felizmente é o caso). Você começa com o resto 1, e quando chega no 1 de novo começa a repetir, como no diagrama abaixo:


Veja como agora dá pra entender porque os números cíclicos funcionam: 142857 é a dízima de 1/7. Se a gente multiplicar 1/7 por dois, teremos 2/7, e a dízima tem que ser o dobro também. Mas se você olhar no diagrama, multiplicar por dois é a mesma coisa que começar a percorrer o diagrama a partir do 2, ao invés de começar no 1. Mas não importa de onde você começa, a seqüência será sempre a mesma, e daí o resultado vai ser uma rotação da dízima original!


Sabendo que os números cíclicos são as dízimas de período máximo, já dá pra começar a procurar propriedades desses números. Quais números, além do 7, geram dízimas de período máximo?

A primeira coisa que a gente nota é que esses números precisam ser primos. O raciocínio é relativamente simples. Vamos chamar esse número que procuramos de k, e fazer a divisão longa de 1 por k. Os restos da divisão longa formam uma recorrência, onde o primeiro termo é 1, e para os seguintes você coloca um zero no final e acha o resto da divisão por k:

R[0] = 1
R[n] = 10*R[n-1] (mod k)

Essa recorrência dá pra resolver de cabeça:

R[n] = 10n (mod k)

Para termos uma dízima de período máximo, o resto precisa ser 1 novamente quando n=k-1, ou seja:

R[k-1] = 10k-1 = 1 (mod k)

Agora, do teorema de Euler-Fermat, nós sabemos que:

10φ(k) = 1 (mod k)

Onde φ(k) é a função totiente. Ora, nós sabemos que, quando k é composto, o totiente é sempre menor que k-1, então k não pode ser composto, e portanto é primo.

Certo, então k precisa ser primo, mas qualquer primo serve? Nope. Tem alguns primos que não funcionam, como por exemplo onze. No caso do 11, é verdade que 1010 deixa resto 1, mas logo 102 já tem resto 1 também, então a dízima é muito mais curta que gostaríamos.

Na verdade, o segredo desses primos que funcionam é que... hum... ninguém sabe qual o segredo. Esse é um problema em aberto. Na verdade, a coisa é tão feia que ninguém sabe nem mesmo se esses primos são finitos ou infinitos. O melhor que podemos fazer é um script que ache os primeiros deles:

Script em python que acha os primeiros números cíclicos

Depois do sete, o primeiro primo que funciona é o 17, e o número cíclico associado é 0588235294117647. Note que esse é um caso onde o zero à esquerda faz diferença! Se a sua calculadora tiver um visor bem grande, dá pra divertir uma criança por um tempão com esse número :)

by noreply@blogger.com (Ricardo Bittencourt) at March 07, 2010 03:00 AM

March 06, 2010

Daniel Caetano

Pensamentos

Às vezes me encontro em mar revolto, envolvido nas ondas do tempo; ao sabor das correntes me abandono, pela mera curiosidade de saber onde irei me encontrar.

Nestes momentos uma avalanche atinge meus pensamentos, me alimenta de maneira inesperada, encurta as noites de sono, faz o tempo parar.

Minhas mãos se tornam pena e as letras são minha alma... necessidade de extravasar, drenar o mar. E tudo que se drena são pensamentos... completos, indiscretos, impublicáveis.

 

Daniel Caetano

by Daniel Caetano at March 06, 2010 09:11 PM

Luciano Sturaro

Idéia de jerico.

Eu tenho vontade de pegar o cara que inventou a história de incluir nos vídeos do youtube o tal do "Include related videos" e torturar ele com requintes de crueldade!



Aquilo até pode ser interessante DEPOIS que o vídeo acabar, mas durante a execução é um SACO você passar com o cursor do mouse sobre a janela e pipocar aquela merda na tela tapar uma boa parte do vídeo.

Não acredita? Veja este vídeo (aqui no blog, use o player embed). E passe o mouse em cima da janela do vídeo.



Uma merda não é mesmo? Agora veja sem essa meleca, se não fica muito melhor:



Que tal começar uma cruzada pra que o povo que não tem uma ervilha no lugar do cérebro passe a não usar essa infame opção no player embed?

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by Luciano (noreply@blogger.com) at March 06, 2010 03:39 PM